I - Dos Fatos
Ainda quando criança, por razões pouco exploradas, desenvolvi o hábito de canalizar as impressões obtidas do mundo, da vida, do contato com pessoas, coisas e lugares. Às más impressões seguiam-se quase sempre rabiscos entalhados por doses infecundas de criatividade em pedaços de papel que o tempo cuidou de espalhar por aí. Já as boas impressões absorvidas, estas, quando surgiam, tornavam-se responsáveis por instantes de um breve êxtase, intenso e paralisante. Daí já se pode retirar uma primeira ilação: a felicidade - entendida aqui como a incidência de momentos aprazíveis - é plena! Prescinde de complementos ou ratificações. Existe em si e por si mesma. Independe de representação posterior. E o que há de externo e ostensivo naquilo que está feliz é próprio do contentamento que, por excelência, impõe-se transcendente. Mas sobre isso falaremos depois.
O hábito de que falamos há pouco intensificou-se sobremaneira na adolescência. O crescimento exponencial de escritos, por certo, deve ser atribuído ao insucesso cada vez mais freqüente no que tange ao contato com o sexo oposto, ainda que com foros de incipiência e, no mais das vezes, significando, isto sim, um contato cada vez menor, quando não inexistente. E este também é um assunto do qual nos ocuparemos mais tarde.
A maioridade, a universidade, a "cidade grande". Novidades que vieram a mim de uma só vez. Foi graças à universidade que eu aprendi que em função da maioridade recém alcançada já era penalmente imputável. A contribuição da maioridade, por seu turno, difícil de se perceber, sinto-a todos os dias. E o tamanho da cidade é medido pela distância entre os três ou quatro lugares a que vou regularmente. Portas bem maiores poderiam ter se aberto, reconheço.
Não muito dado a modismos, sempre fui um dos últimos a embarcar nas cristas das ondas, fossem elas quais fossem. Tal característica pessoal me manteve afastado por muito tempo de grande parte das comodidades ofertadas pelos corriqueiros avanços tecnológicos e ainda hoje contribui para uma defasagem que reputo irremediável. Nesse contexto, o uso de ferramentas da internet nunca foi recorrente. Isso explica um pouco da aversão demonstrada a cada ocasião na qual era interpelado por um amigo acerca do porquê de eu não ter um blog. "Ora, e eu sei lá o que é isso!?", retrucava. Ainda não sei bem, mas já descobri o suficiente para ficar revoltado: tem gente que ganha dinheiro com isso! Bem, esse definitivamente não é o meu caso. Aliás, consideradas todas as possibilidades e variantes, vou sair perdendo alguma coisa, se não dinheiro, tempo ao menos (o que dá no mesmo, certo?).
A universidade também me ensinou, é oportuno frisar, que o processo deve obediência ao princípio do contraditório. Talvez só por isto eu me permita dizer que a principal virtude de se conferir esse espaço em sede virtual reside em seu viés absolutamente democrático. Sob as mais variadas epígrafes, encontraremos "Blog do Fulano" e uma verdadeira coleção de asneiras, bem como "Blog do Beltrano" e um verdadeiro canal de prestação de serviços. E é essa a graça da coisa. A democracia só deixa de ser legal quando quem não votou no Lula, nunca, ainda assim, tem que dizer que é ele o presidente. É, pensando bem, essa nuance absolutamente democrática... sei não, sei não.
Aproveito o ensejo para agradecer sincera e profundamente a quem me deu todo o apoio logístico nessa empreitada. A você, Jéssica, minha mais nova amiga, a quem eu não canso de agradecer desde que conheci mais de perto, mais um muito obrigado.
II - Dos Fundamentos Jurídicos
Minha vivência enquanto estagiário do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas evidenciou suficientemente a desnecessidade dessa exposição. Ora, os juízes ou quem suas vezes estiverem fazendo, lêem apressadamente as laudas que encerram os fatos e - ávidos para se tornar os responsáveis por uma prestação jurisdicional célere (assim creio) - debruçam-se sobre os pedidos, no mais das vezes deferindo-os ou indeferindo-os ao sabor de seu estado de espírito, quando não orientados pela lacunosa formação técnico-jurídica de que padecem.
III - Dos Pedidos
Feitas essas breves considerações, aos raros que tiverem chegado ao fim, não custa nada requerer:
a) indiquem aos amigos;
b) continuem aparecendo;
c) comentem sempre que lhes parecer apropriado.

QUE CRIATIVOOOOOOOOOO
ResponderExcluirAMEI!
QUE quem sou eu caprichado vc fez =D
ResponderExcluirNão acredito em amor.
ResponderExcluirJá assistiu "closer" ?
Eu tb nao acreditava =\
Prefiro quando mentem para mim.
ResponderExcluirnao entendi.
QUE FOFOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO,. ele agradeceu a mim
ResponderExcluiriruuuuuuuuuuuuuuuuuuu
hoje eu tinha acordado bem triste e estressada. Eu tb sou como vc, nao gosto de errar, mas ultimamente to aprendendo a tolerar os erros, tlv como forma de nao me deixar atingir pela frequencia que ocorrem.
Ou tlv, para desviar o fato de que eu n sou forte o suficiente para nao errar, ou errar apenas quando n houver outra alternativa.
Mas quando vim ver seu blogzinho, recém saíd do forno, eu fiquei alegre. Como todas as vezes que eu fico quando falo ou vejo vc =)
Entao resolvi registrar graficamente o meu agradecimento.
Eu sempre tive como objetivo ser uma pessoa melhor. Há um tempo eu tinha congelado esse objetivo, tinha até criado tolerancia, mas vc me fez ver o que há de importante.
"Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.
Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia
"Sempre em frente,
Não temos tempo a perder".
Temos nosso próprio tempo.
Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens!"
Eu penso tanto nisso; já conversei isso com vc.
Espero que possamos crescer juntos.
Mts vezes eu nao concordo com vc, outras vc n concorda comigo, mas o essencial é que mesmo que um ou outro n fale ou admita, a gente sempre sabe o que é certo e construtivo.
Entao, obrigada e desculpa por qlq coisa.
=D
é óbvio q eu apareceria... não só por meu prazer em ler blogs alheios, nem só por adorar tudo q tu escreves, mas, principalmente, por gostar demais de vc! e aq é um meio de saber como anda sua vida, vc... q eu espero q esteja bem! apesar da derrota do palmeiras... desprezou minha ajuda né?rs.
ResponderExcluirtá a sua cara. inteligente. criativo. um tanto quanto melancólico. cheio das entrelinhas. voltarei logo...
beijo, querido.
Kal :)
Jéssica...
ResponderExcluirnão acredito em amor.
Já assisti "closer".
Ainda assim não acredito.
O agradecimento expresso é mais do que merecido.
bjo!
desprezei não, kal! esqueci mesmo...
ResponderExcluir=/
obrigado, você é sempre muito gentil.
bjo.